quarta-feira, 26 de março de 2014

Não se vive solitário - Geverson Luz Godoy

Andar sem rumo e sozinho.
É loucura, é solidão. Mas ir por onde todos vão, não é ser alienado?
Viver de história e passado esquecendo o presente
O futuro do vivente vai ficando ameaçado.

Somos seres que fomos criados por um Deus que é amor,
E este Deus não quer a dor, rejeitou o sacrifício,
A criação acha difícil, viver sem o pecado,
Vivem em guerra e separados sem cumprir com seu ofício.

O maior pecado humano, classifico a ambição,
O preconceito e a exclusão tomaram conta da humanidade.
Falta espaço nas cidades para viver e trabalhar, e quando a fome chegar?
Então se começa a roubar, violando a honestidade.

Há um provérbio popular que reza: “Quem cala consente”,
O silencio não é inocente, é a maior manifestação:
É dizer sim a exclusão, agir de forma incoerente,
É fazer alguém carente, é vender a doação.

E a palavra de um irmão, é apoio é caridade,
É partilhar com a humanidade, sua história e seu viver,
E se um não tem o que comer o que custa dividir?
Faz o pobre até sorrir e com o sorriso agradecer.

Veja o peso da amizade, que existe entre as pessoas,
Seja má ou seja boa, ninguém vive só e solto.
E se viver então é louco... Não se vê como normal,
Até o bicho irracional vive em grupo com os outros.

Querer paz a humanidade, não é sonho ou utopia,
É querer ter harmonia, é partilhar o que tiver,
Seja com homem ou com mulher, com crianças, idosos, todo humano...

Caminharemos neste plano com todo aquele que quiser.

domingo, 16 de março de 2014

Zé da Roça... (Geverson Luz godoy)


No sertão mesmo que chova, lava a terra e não empoça;
Com a família foi embora sem esperança o Zé da Roça.
Morava há muito tempo na chapada de uma encosta,
Esta  história que eu conto é a história do Zé da Roça.
 Zé...
 “De onde eu venho? Pra onde vou?
Estou sedento, com fome estou,
Estou sem rumo, mas vou chegar,
aonde todos possam falar.
Não estudei, nem sei falar,
Mas arrisquei tentar trabalhar.
Fiz algo errado, não fui compreendido,
Ficando calado fui excluído.
Era um pequeno erro, não chegou a ser pecado,
No momento eu assumi que fui eu o tal culpado.
Mas como a gente é omisso e não diz o que pensa,
Se eu falasse a verdade não seria uma ofensa.
Estou sedento, como fome estou
De onde eu vim eu sei,
Mas pra onde vou?
Fiquei sem direitos, tiraram também o meu pão,
Não tenho mais minha morada,
Por tentar ser mais irmão.
Um menino já formado foi chegando lá na empresa,
Foi quando faltou o pão, lá em casa em nossa mesa.
Não critico o saber, muito menos a cultura,
Mas se houver a tal partilha, a pobreza terá cura.
Nos caminhos desta vida, ando sempre noite e dia,
Quero ter os meus direitos de ter paz e harmonia.
E vejo que os irmãos índios, também estão incomodados,
Estrangeiro em próprias terras nosso índio é ameaçado.”

Se tivéssemos consciência, do que é feito com este povo,
Dávamos  um basta na violência e começávamos de novo.
Este mundo é muito grande e há terra sem quantia,
Quanto mais o rico expande, o pobre anda em Romaria.
O próprio Cristo Filho Eterno, não se privou para alguns poucos,
Mas me vem doutor de terno e me diz que pobre é louco.
Ter direito não é loucura é ter paz no coração,
Nós pedimos com ternura, sem matar o nosso irmão.
Esta morte social, que derruba os excluídos,
Pra Cristo o preferencial são os pobres e desvalidos.
E eu pergunto a mim mesmo: O que é que está errado?
Falta água, terra e pão, para Deus isto é pecado.
Deus deu terra para todos e água pra ser regada,
Mas alguns ficam com tudo e muitos ficam sem nada.
Os poucos contratam os muitos pra terra ser cultivada,
Os muitos semeiam o joio e a guerra está iniciada.
Sem terra, sem água e sem pão,
Sem direito, trabalho e comida, muito menos um pedaço de chão.
Com a sua esposa e seus filhos, Zé da Roça foi embora,
Sem ter pra onde ir, pra onde vai este irmão agora?
Mas a culpa não é dele, mas será que a culpa é nossa?
Pois só Deus sabe o destino, que terá o Zé da roça!

O que o Diabo quis fazer... (Geverson Luz godoy)


Com a cabeça vazia e não ter o que fazer, 
O grand-Duc dos infernos arrumou o que lhe entreter. 
Arrumou uma vasilha bem maior do que um barril, 
Pois a demanda era grande e atenderia ao Brasil. 
Então começou a sua fórmula, sabendo o que queria, 
Sendo o pai da malvadeza jamais se arrependeria. 
Colocando tudo aos poucos misturou com muito cuidado, 
Se a mistura desse errado ao bem estava fadado!!!

Uma pitada de fingimento, cinismo e bajulação, 
Auto-conveniência, mentira e dissimulação; 
Ilegalidade, trapaça, discriminação; 
Dinheiro na cueca, desvios de verbas da Educação; 
Hospitais sucateados, saúde falida, doente no caixão; 
Estádios Beira Rio, Maracanã e Mineirão, 
Arenas da Amazônia, Pernambuco e Castelão; 
Um pouco de traíragem, dedo duro e simulação, 
Alguns viciosos tratantes, propineiro e charlatão; 
Um bando de Saltimbanco, farsante fanfarrão; 
Sonso, impostores, folião caras de pau, 
Disfarçados, papelistas Não farão algum mau...
Tudo isso de molho ficou, do jeito que Satã encomendou! 
Com seis dias contados, está pronto o preparado como diabo quis fazer, 
E ao coloca-los em sua loja, 
Batizou-os como a Corja
Mensaleiros do PT. (El Godoy)